“Volume, forma, especialidade, conceito e emoção fazem do trabalho deste artista singular a combinação perfeita para definir o que chamamos de obra de arte.
Quando observamos o volume nobre do Luiz podemos perceber que ele, antes de interferir na realidade circundante, ele mesmo, adere-se ao espaço, aos espaços, já que a dinâmica de movimento da sua escultura, ora orgânica, ora concreta, até linear, recria-se na arquitetura que serve de suporte da mesma. Na forma destas formas que são, sem lugar a dúvidas, fruto de uma longa pesquisa, que trazem reminiscência da semana da arte moderna(Tarsila de Amaral) e a passagem pelo surrealismo( Henry Moore, Jean Arp Jacques Lichitz, dentre outros) até o regionalismo propriamente brasileiro, podem-se escutar sons telúricos do ser, sempre mutável, sempre vital.
Da especialidade que elas preenchem, percorrem-se caminhos sensoriais e oníricos onde a subjetividade de movimentos converte em realidade o que poderia ser conceitual e concreto, a percepção da beleza, às vezes rústica, outras de extrema sutileza.
Através da religião deste criador sem parâmetros preestabelecidos, poderíamos chegar a uma definição meramente academicista, porém num olhar mais agudo encontramos uma humana e sensitiva definição que determina o verdadeiro contato com a emoção, estado este quase surreal nos dias de hoje.”
Dedicatória escrita por
Armando Braga